O Dia do Pneumologista, especialidade médica responsável pelo tratamento das patologias das vias aéreas inferiores, é comemorado em 2 de junho. Durante esta época do ano também se intensificam os sintomas respiratórios devido às mudanças climáticas e à seca.

Sendo assim, além de parabenizar estes profissionais da saúde, a data também reforça a importância de estar atento às doenças respiratórias mais comuns e saber o momento de procurar ajuda de uma equipe de saúde. Essas doenças, que podem atingir pessoas de todas as idades, na maioria das vezes, estão associadas ao estilo de vida e qualidade do ar. Caso não sejam tratadas, podem evoluir para situações agudas e bastante desconfortáveis.

Conheça, a seguir, os sintomas que indicam uma possível doença respiratória, as doenças respiratórias mais frequentes e saiba quando é necessário recorrer à consulta médica para uma avaliação.

Sintomas respiratórios que merecem atenção

A tosse é reflexo de proteção do aparelho respiratório de um processo irritativo, e é o sintoma mais frequente quando se tem problemas respiratórios. Geralmente, quando é excessiva, quando vem acompanhada de secreção ou quando dura mais de duas semanas, é aconselhável investigar a causa da tosse através de uma avaliação médica.

Dor torácica também pode ser um sintoma de doença respiratória. Quando se enche o peito para respirar profundamente e a dor aparece, ela é descrita como ventilatória dependente. Habitualmente, está relacionada com processos envolvendo a pleura, membrana que protege os pulmões.

ronco está relacionado com a obstrução das vias respiratórias, que fazem com que o ar respirado tenha uma movimentação intensa, através das vias aéreas, do palato mole e da úvula. Isso causa uma vibração que provoca o som característico do ronco. Essa obstrução pode ser causada por algumas doenças respiratórias.

A falta de ar é outro sintoma importante nas doenças respiratórias. Costuma ser crônica na ocorrência de doenças pulmonares obstrutivas, nas dilatações brônquicas, nas fibroses pulmonares, nas doenças ocupacionais e doenças infecciosas mais extensas.

Doenças respiratórias mais comuns

Dependendo da sua duração, as doenças respiratórias são classificadas como:

  • Agudas: têm início rápido, duração com menos de três meses e o tratamento curto;
  • Crônicas: têm início gradual, duram mais de três meses e muitas vezes é necessário utilização de remédios por longos períodos.

Algumas pessoas podem nascer com uma doença respiratória crônica, que para além das causas externas, podem ser genéticas, como a asma. As doenças respiratórias agudas, por sua vez, surgem mais frequentemente a partir de infecções do sistema respiratório.

As doenças respiratórias crônicas afetam geralmente estruturas do pulmão e podem estar ligadas com algum tipo de inflamação de duração mais longa. Pessoas que fumam, mais expostas a poluição do ar e poeira, e alérgicas tem mais riscos de desenvolvê-las.

São exemplos de doenças respiratórias crônicas:

  • Rinite crônica: Sua causa pode ser exposição contínua a um alérgeno, uma alteração anatômica (rinite atrófica e vasomotora), um resfriado e outras doenças infecciosas, a baixa umidade e partículas irritantes no ar. Uma pessoa com rinite crônica está sempre com o nariz escorrendo, e seus sintomas podem causar obstruções nasais permanentes que podem levar à necessidade de tratamento cirúrgico para melhorar o fluxo aéreo nasal.

  • Asma: Ocorre devido a uma inflamação nas partes internas do pulmão, provocando inchaço e reduzindo a passagem do ar nestas estruturas. Por isso, os principais sintomas da asma são falta de ar, dificuldade para respirar, tosse sem catarro, chiado no peito e fadiga. A asma não tem cura, e sua causa é desconhecida, mas sofrer com alergias, ter pai ou mãe com asma, ter tido outras infecções respiratórias e estar exposto a poluição do ar podem estar relacionadas com o surgimento de crises asmáticas.

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  • DPOC: Doença pulmonar obstrutiva crônica é um conjunto de doenças pulmonares que obstruem a passagem de ar nos pulmões. As mais comuns são o enfisema pulmonar, que acontece quando ocorre uma inflamação que obstrui os alvéolos, e a bronquite crônica, que corre quando uma inflamação obstrui os brônquios.

  • Sinusite crônica: Acontece quando os espaços vazios do nariz e da face ficam obstruídos por causa de muco ou inchaço. A pessoa que tem sinusite crônica sente dores na região do rosto, sensibilidade nos olhos, nariz entupido, tosse, mau hálito e dor de garganta.

  • Tuberculose: É uma doença contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mais popularmente conhecida como bacilo de Koch (BK). Esta doença afeta os pulmões, mas dependendo do grau, pode afetar outros órgãos do corpo como rins, ossos e coração. No geral, a doença causa sintomas como tosse, tosse com sangue, dor para respirar, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar. 

As doenças respiratórias agudas normalmente estão ligadas a algum tipo de infecção do sistema respiratório. As doenças respiratórias agudas podem se tornar crônicas dependendo do estado de saúde da pessoa ou se ela não realizou o tratamento corretamente.

São exemplos de doenças respiratórias agudas:

  • Gripe: É um infecção causada pelo vírus Influenza. Os sintomas da gripe são conhecidos como a tosse, dor de cabeça, febre e coriza. Os ambientes fechados e a aglomeração de pessoas no inverno favorecem a proliferação dos diversos tipos de vírus respiratórios e, consequentemente, a transmissão da doença.

  • Faringite: Trata-se de uma infecção respiratória caracterizada pela inflamação da faringe – a parte superior da garganta, que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. Os principais sintomas da doença são dor, irritação, coceira e desconforto na região.

  • Pneumonia: A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares que funcionam como sacos de ar. Essa doença pode atingir um ou os dois pulmões e é causada por vírus, bactérias ou fungos. Os sintomas da pneumonia podem variar de pessoa para pessoa, mas, em geral, são febre alta, dor para respirar, tosse com catarro, calafrios e falta de ar. 

  • Covid-19: Sabe-se que essa doença é causada pelo vírus SARS-CoV-2, também conhecido como novo coronavírus. Ele pode causar uma condição bastante grave, chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Inicialmente, os sintomas de Covid-19 são semelhantes aos da gripe, no entanto, à medida que o vírus multiplica-se no organismo, pode haver perda de olfato e paladar, dor no peito e dificuldade para respirar. 

Quando buscar ajuda?

A prevenção das doenças respiratórias é o primeiro passo para evitar as situações que causem problemas mais graves. No EuSaúde, o trabalho voltado para o cuidado com as doenças respiratórias é baseado na atenção primária, que visa a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o monitoramento.

Os paciente são orientados a adotarem hábitos que evitem o início dos problemas respiratórios. Evitar fumar, manter o ambiente arejado para evitar a disseminação de bactérias e vírus, evitar a exposição a ambientes com muita poeira ou fumaça e manter as vacinas em dia são algumas medidas que podem ser aconselhadas pelos profissionais da saúde.

Caso a doença respiratória já esteja apresentando sintomas frequentes e perturbadores, o paciente poderá recorrer à consulta com o médico de família e, se este profissional considerar necessário, poderá fazer pedidos de exames e receitar medicamentos. Caso o médico de família considere necessária a avaliação de um especialista, ele irá direcionar o paciente.

Posteriormente, será feito o controle de doenças já diagnosticadas. O médico de família será responsável por acompanhar o paciente em seu tratamento, analisando o desenvolvimento da doença e tirar as dúvidas do paciente. No EuSaúde, o cuidado vai além da abordagem de doenças, e as pessoas continuam sendo acompanhadas para evitar doenças futuras e manter a qualidade de vida.

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