Temporariamente associada à Covid-19, Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica, a SIM-P, já causou três mortes no Brasil e, até o momento, mais de 300 casos suspeitos da síndrome já foram notificados em todo o mundo. 

Imagem de crianças sendo atendidas em um hospital
Crédito da imagem: Freepik

O primeiro alerta de casos foi feito em abril deste ano pelo Sistema Nacional de Saúde inglês que detectou sintomas parecidos em várias crianças e relacionou os sintomas à Covid-19 devido ao contexto da pandemia. Os primeiros sintomas identificados nos EUA e depois em outros países lembravam uma doença já conhecida, a síndrome de kawasaki.  De acordo com o pediatra da equipe EuSaúde, Marco Abreu, os principais sintomas da SIM-P são febre persistente, conjuntivite sem secreção, sinais de vermelhidão, calor e dor nas mãos, pés e boca, além de vômitos e diarreia. Em casos mais graves a síndrome pode acometer o coração os pulmões e o sistema nervoso. Em casos considerados gravíssimos o quadro pode evoluir para o que os médicos chamam de choque, que é quando o organismo não consegue fornecer a quantidade de oxigênio adequada e a criança pode vir a óbito.

A doença é grave, e, segundo o pediatra Marco Abreu, precisa de internação e tratamento.  “Como a síndrome é grave e leva a alterações importantes na criança, como prostração e letargia, o tratamento é feito combatendo os sintomas e no ambiente hospitalar com a internação da criança”, disse.

Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, a doença já foi diagnosticada em 29 crianças no Ceará, e em outras 22 no Rio de Janeiro. Outros casos suspeitos estão sendo investigados em outros estados.

Como prevenir a SIM-P?

De acordo com o pediatra da equipe EuSaúde, Marco Abreu, a melhor prova de prevenir a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica é seguir as medidas de prevenção da Covid-19. “Como acredita-se que a SIM-P esteja relacionada ao novo coronavírus, a melhor forma de prevenção são as ações preventivas amplamente divulgadas, como lavar as mãos com água e sabão ou usar o álcool 70% para higienizar, fazer o uso de máscaras ao sair e manter-se em isolamento social se possível”, conclui.  

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