Popularmente conhecida como “pressão alta”, a hipertensão é uma síndrome metabólica, muitas vezes acompanhada por outras alterações, como obesidade e colesterol elevado.

A hipertensão arterial é uma doença que, se não adequadamente tratada, pode levar a problemas no próprio coração, no cérebro, nos rins, entre outros. É o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocardio e acidente vascular cerebral (AVC).

Entre as pessoas que adoeceram pela Covid-19 e buscaram atendimento, muitas delas tinham a hipertensão como comorbidade. Além disso, hipertensos descontrolados apresentaram uma pior evolução em relação aos controlados.

O que é hipertensão arterial?

Trata-se de uma doença crônica e degenerativa, caracterizada pelos níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Ocorre quando o sangue tem dificuldade para circular nos vasos sanguíneos e, por isso, o coração precisa bater com mais força para conseguir que o sangue passe por todo o corpo. 

Há um critério simples para definir se alguém sofre de hipertensão. Define-se como hipertenso, em geral, aquele que por diversas vezes teve a pressão aferida e o resultado foi maior do que 14 (máxima) por 9 (mínima).

A hipertensão pode ser classificada em primária e secundária:

  • A primária é aquela que surge ao longo do tempo sem estar relacionada com qualquer problema de saúde ou uso de algum tipo de substância ou medicamento e, por isso, a causa é mais difícil de identificar. É o tipo mais comum e pode estar relacionado a fatores genéticos, má alimentação – principalmente ingesta de quantidade elevada de sal de cozinha – e falta de atividades físicas. É um quadro que começa mais na idade adulta e, normalmente, em pessoas com histórico familiar da doença
  • A hipertensão secundária é mais rara, mas geralmente apresenta causas mais fáceis de identificar como: doença renal; problemas cardíacos; alterações da tireoide; uso de alguns medicamentos; consumo excessivo de bebidas alcoólicas e doenças hormonais, tumor na glândula supra renal e obstrução na artéria renal, além de tabagismo.

Sintomas da hipertensão arterial

A hipertensão costuma ser uma condição silenciosa, que, na maioria dos casos, não causa qualquer tipo de sintoma. Por isso, é muito comum que se tenha hipertensão por vários anos e não saiba.

Quando acontecem picos em que a pressão arterial sobe muito de repente, podem surgir sintomas de pressão alta, como:

  • Enjoo e tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Sonolência;
  • Zumbido no ouvido;
  • Alterações da visão;
  • Dificuldade para respirar;
  • Palpitações cardíacas.

Diagnóstico e tratamento da hipertensão arteial

Tendo em vista que existem várias situações do dia a dia que podem aumentar a pressão arterial sem significar necessaeriamente hipertensão arterial sistêmica, o diagnóstico não pode ser feito com apenas uma aferição da pressão arterial.

Para confirmar que o indivíduo é hipertenso, é importante que sejam feitas pelo menos 3 medições da pressão arterial em três dias diferentes, com intervalo mínimo de uma semana entre cada medição, ou até mesmo um MAPA – Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial, que é um aparelho que faz aferições a cada 20 minutos, por 24 horas.

Além disso é importante que as medições sejam feitas por um profissional de saúde, como um médico cardiologista, por exemplo.

Tratamento para hipertensão arterial

Uma vez confirmado o diagnóstico, deve-se iniciar o tratamento, o qual pode variar de acordo com o tipo de hipertensão arterial que o paciente apresenta.

No caso da hipertensão secundária, é muito importante identificar a causa e iniciar um tratamento direcionado para corrigir a doença ou problema que está na origem da doença.

Na hipertensão primária, normalmente são necessárias alterações do estilo de vida e até medicamentos para regular diretamente a pressão. Os medicamentos só são indicados pelo médico quando não é possível regular a pressão arterial apenas com as mudanças de estilo de vida.

Os hipertensos devem ter em mente que precisarão mudar alguns hábitos e adotar um estilo de vida mais saudável e ativo. A dieta aquedada é uma das alterações mais importantes para ajudar a diminuir a pressão arterial. Ela deve ser variada e pobre em sal, açúcar e alimentos gordurosos.

Atividades físicas também são imprescindíveis para quem é hipertenso. Caminhada, corrida, ciclismo e natação, por exemplo, são ótimas opções de atividades aeróbicas que ajudam a baixar a pressão arterial. O ideal é praticar três vezes na semana, por pelo menos 30 minutos por sessão.

Hipertensão arterial e Covid

Pesquisas têm apontado que o coronavírus, ao entrar em contato com o corpo humano, pode afetar o músculo cardíaco. Em um coração sobrecarregado, como no caso do paciente com hipertensão arterial, a consequência disso poderia ser uma inflamação do miocárdio (miocardite).

Além disso, também se verificou que o vírus pode levar a uma certa anulação da ação dos medicamentos para controle arterial. Dessa forma, em alguns casos levaria um descontrole da hipertensão em estado mais grave.

Sintomas como fraqueza e febre podem ser ainda mais intensos em pacientes hipertensos com coronavírus. Sendo assim, hipertensos devem procurar de imediato o atendimento médico especializado se suspeitarem de Covid.

Também cabe ressaltar que as pessoas com “pressão alta” devem reforçar os cuidados de prevenção da doença. Distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos são medidas já conhecidas, mas que devem ser seguidas à risca por pacientes hipertensos.

Como o EuSaúde pode ajudar

O EuSaúde conta com uma equipe de cardiologistas prontos para atender quem suspeita de hipertensão. Nossos médicos estão aptos a fazer diagnósticos precisos, orientar os pacientes para ter uma vida saudável e receitar medicamentos, se julgarem necessário.

Nosso serviço de telemedicina também colabora para que pacientes hipertensos possam tirar dúvidas e reportar sintomas em caso de suspeita de Covid, sem sair de casa. Os cardiologistas do EuSaúde poderão cuidar de perto de quem tem essa comorbidade e ajudar a prevenir possíveis complicações da doença.

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