No dia Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento, especialista do EuSaúde explica como a telemedicina pode ajudar no uso eficaz e seguro das medicações

Não é raro uma pessoa sentir uma dor ou desconforto e recorrer a um medicamento que já tem em casa, na quantidade que acha necessária, sem nem ao menos se consultar com o médico para ter certeza que aquela é, realmente, a melhor solução.

Além disso, é comum as pessoas irem às farmácias, comprarem diversos medicamentos não tarjados – aqueles que não precisam de receita médica – e fazerem associações entre eles quando apresentam mais de um sintoma, como dor no corpo e enjoo, por exemplo.

A indicação de remédios entre familiares e amigos também é comum, e provavelmente você já ouviu alguém falar: “funcionou para mim, então pode tomar que vai funcionar para você”.

O que poucos sabem é que todos os hábitos citados acima caracterizam o uso irracional de medicamentos. Por mais que seja visto como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, esse costume pode trazer consequências mais graves do que se imagina.

Para alertar a população a respeito dos perigos do uso inadequado das medicações, foi instaurado, em 5 de maio, o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos.

O objetivo da data é ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e a automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios e incentivar o uso correto dos fármacos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o uso racional de medicamentos ocorre quando o paciente recebe o medicamento apropriado à sua necessidade clínica, na dose e posologias corretas, por um período de tempo adequado e ao menor custo para si e para a comunidade.

Riscos

O uso irracional de medicamentos é um grande desafio enfrentado por muitos sistemas de saúde em todo o mundo. De acordo com o Dr. Fillipe Loures (CRM: 559080), médico de família e comunidade do EuSaúde, o paciente que não usa os remédios corretamente pode vir a ter complicações na saúde.

“Quando um indivíduo se medica por conta própria para tratar um determinado sintoma, ele corre o risco de estar camuflando algum problema maior, uma doença mais grave”, aponta o médico.

Além disso, existem os riscos relacionados aos efeitos colaterais do medicamentos, bem como as interações que podem existir entre um comprimido que a pessoa ingere para tratar um problema específico e os outros remédios que ela já usa diariamente.

“Por fim ressalto o problema relacionado ao desenvolvimento de dependência medicamentosa”, diz Fillipe. Nesse caso a dependência química leva uma pessoa a utilizar o fármaco, sempre ou frequentemente, para obter prazer ou o alívio de algum sintoma, sem conseguir controlar este uso, fazendo isso impulsiva ou repetitivamente. 

Uso seguro

Para minimizar os efeitos causados pela automedicação e uso irracional de medicamentos, é necessário que a população se oriente e conte com um profissional da saúde que faça as indicações corretas dos medicamentos e suas posologias.

“O médico é quem está capacitado para fazer diagnósticos e prescrever medicamentos. Enfermeiros e farmacêuticos clínicos podem fazer indicações de outros produtos com finalidade terapêutica, mas cuja compra não exija prescrição médica”, aponta Fillipe.

Fillipe ressalta que os pacientes também precisam seguir à risca o que foi passado pelo profissional, incluindo o horário de ingestão do medicamento e em qual quantidade ele deve ser usado.

O médico ressalta que “em caso de dúvida no uso ou discordância, a pessoa deve voltar a entrar em contato com a equipe de saúde para esclarecer todas as questões pendentes”.

Antes de aumentar, reduzir ou suspender a dosagem de qualquer fármaco, é fundamental que o paciente também faça contato com a equipe de saúde e não faça nada por conta própria.

“Assim, as chances de sucesso no tratamento serão maiores”, afirma o doutor.

Dicas para lidar melhor com os medicamentos

Algumas dicas simples podem mudar a relação dos pacientes com os medicamentos e torná-la mais consciente e saudável, livre de riscos, intoxicações, dependência e efeitos colaterais indesejados. Confira algumas delas:

  • Segurança no uso: caso se sinta mal ou suspeite de Reações Adversas a Medicamentos, procure auxílio de um médico, farmacêutico ou da equipe de saúde;
  • Evitar a automedicação: utilizar medicamentos por conta própria ou sem indicação de um profissional de saúde pode ser perigoso;
  • Utilização correta: use seus medicamentos na dose prescrita, nos horários corretos, pelo tempo indicado e da forma adequada;
  • Descarte e armazenamento adequados: descarte os medicamentos em coletores próprios, não utilize remédios vencidos, evite guardar em lugares quentes e úmidos;
  • Esclareça suas dúvidas: não fique com dúvidas sobre como utilizar seus medicamentos, procure sempre ajuda do médico, do farmacêutico ou da equipe de saúde.

Como o EuSaúde pode ajudar

A telemedicina amplia o acesso das pessoas à saúde, às informações de qualidade e aos profissionais qualificados. Por isso, ela torna-se uma excelente ferramenta no combate ao uso irracional de medicações.

“Posso dizer que a telemedicina é um meio mais fácil de ter acesso à um profissional de saúde para pedir uma orientação, esclarecimentos ou tirar dúvidas sem a preocupação de ter que se deslocar para ser atendido e com a certeza que o atendimento será eficaz”, comenta Fillipe.

O cliente EuSaúde pode fazer uso da teleorientação para reportar reações alérgicas de medicamentos, quaisquer sintomas adversos que surgirem com o uso de remédios e para esclarecer demais dúvidas.

Já através das teleconsultas, é possível conversar com o médico a respeito dos sintomas e ser diagnosticado. Caso o profissional ache necessário, poderá prescrever receitas com os medicamentos mais indicados para cada caso.

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